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B3 tem 45 produtos para lançar, diz Finkelsztain

SÃO PAULO - Um dos focos da B3, bolsa de valores brasileira, atualmente é sofisticar o mercado e lançar novos produtos. Segundo Gilson Finkelsztain, presidente da companhia, hoje existem 45 produtos para serem lançados.

Em evento na Casa do Saber, o executivo afirmou que a empresa está trabalhando em um planejamento estratégico para os próximos três anos, avaliando como o Brasil irá crescer e quais atividades a companhia precisará desenvolver para atender o mercado nesse novo cenário. "Já construímos as avenidas, a infraestrutura. A gente espera que o Brasil cresça e agora a gente precisa lançar produtos" , afirmou.

Finkelsztain ainda afirmou que a companhia está acabando antecipadamente a "integração" com a Cetip, o que deve ser totalmente concluído em novembro. Além disso, o presidente da B3 afirmou que a companhia já está entregando as sinergiascombinadas.

"Entregamos as sinergias que nos comprometemos, mais ou menos 15% das despesas combinadas. A gente já tem um compromisso e começou a devolver 30% dessa sinergia em descontos para os nossos clientes. Todo mês de abril a gente dá a devolução para os clientes na fatura com descontos. "

O executivo afirmou que se considera um executivo "descentralizador", que toma decisões por consenso. "Parte da nossa nova cultura é essa, estar delegando mais, para tocar mais projetos em paralelo."

Blockchain 

O uso do blockchain - sistema de registro eletrônico que funciona como um livro de registros criptografado - no mercado financeiro ainda é "uma solução em busca de um problema" , segundo o presidente da B3. 

O executivo afirmou que a nova tecnologia está dentro da área de inovação da bolsa e é um dos seus "grandes focos", mas ainda "não há um exemplo muito claro de que há uma transferência das plataformas para blockchain". 

"No ambiente de bolsa, pelo menos, ainda não é testado e comprovado que a tecnologia tenha aplicabilidade. Mas isso está em constante evolução e temos projetos pilotos dentro da companhia usando blockchain" , afirmou. 

Para ele, a aplicação pode ser viável "em mercados não organizados onde a informação é totalmente pública e pode ser descentralizado" , segundo o executivo. Outro assunto abordado por Finkelsztain foi a cultura de investimentos no Brasil. 

Para ele, o mercado financeiro não tem mais apelo porque "compete com a renda "Um dos grandes motivos para o mercado não crescer no país é que temos competição da instabilidade financeira, um ambiente com inflação alta, descontrole fiscal, temos competição da renda fixa" afirmou. Para ele, isso só pode ser mudado com "controle fiscal, juros baixos e inflação baixa." 

O executivo ainda citou que, um estudo feito junto com a Anbima, mostrou que com um mercado de capitais mais forte poderiam ser criados, em cinco anos, milhões de empregos e ter um aumento de 12% na renda per capta.  Ainda assim, o executivo afirmou que o Brasil é o país da América Latina com o mercado financeiro mais desenvolvido. Ele ainda negou que a bolsa brasileira tenha o objetivo de ser um "consolidador e ter uma grande bolsa na América Latina", apesar dos investimentos da B3 em outros países. 

"Temos participação em quatro bolsas da América Latina, 6% na Colômbia, 4,5% no Chile, temos no peru e no México com Não queremos ser consolidador e ter uma grande bolsa da América Latina. Nossa missão é facilitar o acesso de brasileiros nesse mercado e vice-versa" afirmou. 

 


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